Fernando Carpaneda é um dos artistas plásticos mais importantes da arte contemporânea de Brasília. Iniciou sua carreira aos 13 anos de idade, pintando paisagens ingênuas e retratos despretensiosos. Hoje, artista de carreira internacional, sua obra já alcançou grande prestígio e reconhecimento na Rússia, Espanha, Itália e EUA. Sua carreira em Brasília não foi fácil, em razão da forte influência do lado “marginal” da vida urbana em sua obra e de sua visão radical sobre temas político-sociais. Quando um renomado galerista sugeriu mudanças para que seu trabalho se adequasse melhor às demandas do mercado, Carpaneda rompeu com o convencionalismo das galerias de arte e partiu para uma jornada artística mais pessoal. Passou a expor em bares e espaços abertos, muitas vezes os próprios cenários que lhe serviam de inspiração. Alguns dos novos apreciadores de sua arte se tornaram estrelas do rock nacional, entre eles Renato Russo. Com criatividade ácida e o uso inusitado de materiais nada convencionais (muitas vezes oriundos de descarte), Carpaneda consegue finalmente impor sua arte tirada das ruas após receber convite para participar de exposição coletiva na galeria do famoso clube CBGB, em Nova Iorque. O local, frequentado por famosos como David Bowie, Robert Mapplethorpe, os integrantes do The Police, Arturo Vega (produtor dos Ramones), Patti Smith e Madonna, abriu as portas para que Carpaneda entrasse definitivamente no circuito internacional de arte. Foi um dos primeiros artistas plásticos brasileiros a divulgar e expor sistematicamente trabalhos de temática homoerótica e underground. Retratados em esculturas de argila, Carpaneda os desnuda em tudo o que possuem de sagrado e de profano. Seu engajamento voraz na causa da diversidade o levou a expor no The Leslie Lohman Museum de Nova Iorque, na Tom of Finland em Los Angeles e no Stax Museum em Memphis. Em pouco tempo viu suas obras integrar acervos de galerias e museus em vários países. A arte ao mesmo tempo sacra e profana de Fernando Carpaneda já figura no panteão do livro Treasures of Gay Art, ao lado de Andy Warhol, Robert Mapplethorpe, Keith Haring, Jean Cocteau e muitos outros. Em 2000, o artista produziu esculturas retratando cenas de sexo explícito, pop-stars e garotos de programa. Onze anos depois, cria a polêmica instalação de esculturas intitulada Bolsonaro’s Sex Party, que se torna uma de suas obras mais famosas.

Nova série de pinturas feitas com tinta acrílica sobre tela retratando a cena Hardcore de Nova Iorque e a nova geração Punk Rock da cidade.